Hortelã evita a má digestão e tem ação expectorante

7 de outubro de 2016
Saúde e Bem-Estar
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A folha também melhora a Síndrome do Intestino Irritável e reduz os gases

O hortelã possui ação expectorante
A hortelã é uma planta herbácea da família Lamiaceae. Ela ajuda na digestão, a diminuir flatulências e a irritação no cólon. O alimento também conta com ação expectorante.
Existem diversas espécies de hortelã, são mais de 25 tipos. As mais conhecidas no Brasil são Mentha Piperita, e a Mentha Spicata, mas também contamos com a Hyotis crenata. A diferença entre as espécies está no formato das folhas, dos caules, da coloração, do odor e do sabor.

Principais nutrientes do hortelã
A hortelã é rica em diversos nutrientes. A folha possui boas quantidades de vitamina A, nutriente que é essencial para os olhos e a pele, previne infecções e tem forte ação antioxidante. As vitaminas do complexo B também estão presentes no alimento. Elas agem no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos, ou seja, ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência. Além disso, são importantes para o desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso.
O alimento ainda conta com boas quantidades de vitamina C que melhora a imunidade, evita o envelhecimento da pele, previne derrames, tem ação antioxidante, previne derrames e proporciona resistência aos ossos.

O fósforo, importante para a saúde dos ossos, o ferro, que ajuda a prevenir a anemia, e o potássio, que é essencial para o funcionamento celular, também estão presentes no hortelã.

Benefícios do hortelã
Evita a má digestão: A hortelã ajuda na digestão porque reequilibra a produção e concentração de ácido clorídrico estomacal e das enzimas digestivas que são essenciais para a digestão dos nutrientes. Além disso, ele é fundamental na cicatrização da mucosa gástrica e intestinal. Portanto, o alimento também ajuda em casos de enjoos.

  • O chá de hortelã ajuda a reduzir os gases
    Reduz os gases: A hortelã, especialmente o chá de hortelã-pimenta, ajuda a reduzir os gases. Isto porque esta planta medicinal possui propriedades que diminuem os movimentos peristálticos do intestino, evitando a expulsão dos gases.
  • Melhora a Síndrome do Intestino Irritável: Pesquisadores da Universidade de Adelaide, da Austrália, concluíram que o hortelã-pimenta ajuda a aliviar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável. Os resultados do estudo mostram como a hortelã ativa um canal anti-dor no cólon, acalmando a dor inflamatória no trato gastrointestinal.
  • Ação expectorante: O mentol presente no hortelã se destaca pela ação expectorante e por isso ajuda no alívio de tosses e congestão nasal. A pessoa pode utilizar como um óleo de hortelã que será passado no corpo ou pode ingerir o hortelã em si.

Quantidade recomendada de hortelã
A orientação é consumir cerca de 50 gramas de folhas de hortelã, o equivalente a duas colheres de sopa, ao dia.

Como consumir o hortelã
A hortelã pode ser consumida na forma de folhas frescas. Vale colocá-la na salada, na sopa, como tempero do frango, carne vermelha ou peixe, na água aromatizada, batida com suco de frutas e nos chás.
Uma boa maneira de preparar o chá de hortelã é: Separe uma colher de sopa de folhas de hortelã. Coloque uma xícara de água para ferver. Quando estiver fervendo, coloque o hortelã e tampe. Deixe em infusão entre cinco e dez minutos, coe e beba. O melhor horário para consumir este chá é durante a digestão.

Interações do hortelã

Alguns estudos preliminares realizados em animais mostraram que a absorção de ferro pelas proteínas sanguíneas foi inibida quando o chá de hortelã-pimenta foi administrado. Portanto, pessoas com anemia e crianças devem ingerir o alimento com precaução.
Contraindicações
A hortelã é contraindicada para gestantes, lactantes, pacientes com obstrução dos ductos biliares, pessoas com anemia, crianças menores de dois anos e pessoas com hipersensibilidade ao óleo essencial.
Riscos do consumo excessivo
O excesso de hortelã podem causar contrações uterinas, atrapalhar o sono, diminuição da sensibilidade, falta de ar e, em casos muito raros, pode causar asfixia em crianças e lactantes.

Fonte: Minha Vida

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