Sete dicas seguras para baixar a febre

15 de agosto de 2016
Saúde e Bem-Estar
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Veja como agir antes de ir ao médico ou recorrer aos remédios por conta própria

Febre não é uma doença, e sim um sintoma. Resposta certeira do organismo para o tratamento de inflamações e infecções, o aumento da temperatura do corpo sinaliza uma atividade mais intensa do sistema imunológico, prejudicando a ação de vírus e bactérias que eventualmente estejam nos atacando. “O essencial é não perder o sintoma e procurar um médico, pois nosso corpo não faz uma febre sem causa específica”, alerta o clínico geral Antonio Carlos Barbosa de Souza, do Departamento de Clínica Médica da Associação Paulista de Medicina. A partir de 38 graus os médicos já identificam um quadro febril. ‘Não é recomendado medir a febre sem ajuda de um termômetro (usando o contato da pele), a não ser que a pessoa já tenha experiência – mas mesmo assim, é quase impossível determinar a gravidade exata da febre dessa forma?, afirma Antonio. Existem termômetros que podem ser usados na axila ou na própria boca, e existem os termômetros retais, que sempre mostram um grau a mais do que a temperatura corporal real.

Os medicamentos mais comumente recomendados pelos médicos para diminuir a febre são à base de nimesulida e paracetamol, mas, segundo eles, antes de ministrar qualquer medicação, é importante observar os outros sintomas que podem aparecer relacionados com a febre – em alguns casos, o paciente pode estar com uma doença cuja determinada classe de remédios é contraindicada, como no caso da dengue com os remédios à base de ácido acetilsalicílico. Pensando nisso, separamos algumas medidas que podem ser feitas em casa para controlar um quadro febril até o momento da consulta com o médico, que se faz obrigatória, já que é fundamental entender as causas da febre e o tratamento clínico mais adequado.

Faça compressas frias no tronco e membros
Usar uma toalha úmida ou com uma bolsa térmica em temperatura mais fria no tronco e nos membros pode ajudar a diminuir a temperatura do corpo. Segundo o clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos, não há uma temperatura ideal, e geralmente a temperatura da água fria de uma torneira basta. “Um bom indicador é colocar a mão na água e ver se você tolera aquela temperatura – essa é a temperatura ideal para resfriar a pele sem machucá-la’, explica. A medida só não é indicada quando o paciente se queixa de muito frio e poderia se sentir mal em contato com a umidade. É importante lembrar também que a aplicação prolongada de uma temperatura muito baixa, em seu ponto de congelamento, pode acabar resultando em queimadura da pele e até necrose do local.

Fique em repouso
“A febre acelera os batimentos cardíacos, por isso o repouso é indicado, evitando sobrecarregar o organismo”, explica o clínico geral Antonio Carlos Barbosa de Souza, do Departamento de Clínica Médica da Associação Paulista de Medicina. O repouso é importante também por que a movimentação durante um processo febril pode ser extremamente desconfortável e pouco produtiva. “Se o paciente não está no melhor de sua habilidade, pode acidentalmente sofrer uma queda ou acabar se machucando”, diz Eduardo. Por isso, evite atividades que exigem muita força durante a febre e aguarde o quadro melhorar para retomar aos poucos a sua rotina. “Nos primeiros dias após a febre você cansará muito fácil, mas isto melhora.”

Tome um banho morno
Uma boa ducha de água morna pode ajudar o paciente a recuperar a temperatura ideal. Mas porque não água muito fria? Segundo o clínico geral Antonio, o banho muito gelado pode levar a um aumento da frequência cardíaca, que já está elevada por causa da febre. A duração do banho é determinada pelo paciente, ficando a ressalva apenas para crianças que tiveram uma convulsão febril – para essas, segundo o especialista, a ducha não é indicada.

Prefira tecidos de algodão
Vale um moletom ou uma camiseta de algodão. O importante é vestir peças confortáveis. “O algodão costuma ventilar melhor e reduz a sensação de desconforto, principalmente durante o sono quando o paciente pode suar excessivamente”, explica Eduardo Finger. Se você estiver usando peças sintéticas, o suor não será absorvido e sua pele pode ficar irritada, causando desconforto.

Mantenha-se hidratado
Tomar muita água e líquidos em geral, é essencial para baixar a temperatura do corpo e prevenir casos de desidratação. Isso porque o calor da febre faz você suar demais, havendo necessidade de repor os líquidos perdidos neste processo. “Não é necessário ingerir mais água do que o recomendado normalmente – a pessoa deve beber segundo sua sede?, ressalta o clínico geral Eduardo. No caso de crianças pequenas e bebês, líquidos devem ser ofertados com frequência. “Observe se eles mantem fluxo urinário regular para certificar a hidratação.”

Coma adequadamente
Faça uma dieta leve, de digestão simples e adequada às suas preferências. Se for um paciente adulto ou jovem, não há grandes preocupações com a quantidade de alimento que será ingerida durante a febre. “No entanto, se for uma pessoa com a saúde mais debilitada, como um idoso que tenha algum tipo de doenças, uma alimentação mais equilibrada pode ser determinante do curso da doença”, afirma o clínico geral Eduardo. No geral, o gasto calórico aumenta durante a febre, e por isso uma dieta um pouco mais rica em calorias pode beneficiar essas pessoas com a saúde mais comprometida.

Atenção ao uso de medicamentos
Para tratar da febre, é preciso entendê-la e entender a sua origem. “Se a causa da febre for simples, como uma gripe, e não muito alta (até 38 graus), não há razão para tratar de forma medicamentosa”, afirma o clínico geral Eduardo. No entanto, se ela estiver com dores pelo corpo, mal estar e outros sintomas, o uso de um antitérmico pode ajudar. ‘Febres acima de 38,5 ou 39 graus costumam cursar com maior desconforto e são frequentemente medicadas, mas mesmo nestas temperaturas, se o paciente não referir desconforto, uma boa opção é observar sem medicar’, completa o especialista. Uma exceção deve ser feita no caso de crianças pequenas no qual a febre deve ser tratada para evitar a convulsão febril. ‘Antitérmicos não são água e usá-los indiscriminadamente pode danificar seriamente a saúde de uma pessoa – por isso, antes de tomá-los, procure auxilio especializado”, afirma Eduardo. O clínico geral Antonio Carlos completa dizendo que se o medicamento já foi indicado anteriormente pelo médico em outra ocasião e a febre está incomodando, o paciente pode ser medicado – desde que encaminhado ao médico assim que possível para que a causa da febre seja investigada.

Fonte: Minha Vida

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