Como interpretar um exame de sangue?

24 de maio de 2015
Saúde e Bem-Estar
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Para interpretar um exame de sangue, é preciso entender cada um dos seus componentes e depois comparar o resultado com os valores normais. Nesse artigo, será explicado como interpretar os itens e o que implica cada número. Ainda que você aprenda a entender o resultado, existem outros fatores que interferem em um diagnóstico. Por isso sempre consulte o seu médico para ajudá-lo a entender o teste e para que ele possa associar com algum distúrbio ou doença.
Eritrograma
As hemácias são glóbulos vermelhos que se associam ao ferro e transportam oxigênio para as células do corpo. Quando elas estão em níveis abaixo do normal, ocorre a anemia. Já quando estão em excesso, ocorre a eritrocitose (policitemia). Na primeira condição, tem-se um déficit de transporte de oxigênio, por isso a pessoa se sente fraca e sem ânimo. Na segunda condição, o sangue fica mais “viscoso” e assim a velocidade da circulação do sangue fica prejudicada.
A hemoglobina é uma proteína das hemácias. Ela é a responsável pelo transporte de oxigênio. Quando está em menor quantidade do que o normal sugere anemia, hemorragia ou retenção de líquidos. Em maior quantidade, indica policitemia ou desidratação.
O hematócrito indica a concentração de hemácias no sangue. Quando esse valor está baixo do normal indica anemia, elevação do volume da parte líquida do sangue (o plasma), ou perda maciça de sangue. Se o valor estiver aumentado, pode ser devido à policitemia ou desidratação.
O VCM, HCM, CHCM se referem ao tamanho médio das hemácias, peso e concentração da hemoglobina nessas células, respectivamente. Quando o valor de VCM e CHCM estão baixos, podem significar anemia por deficiência de ferro, ou outras condições como a talassemia (doença genética que diminui a produção de hemoglobinas), e quando o VCM está aumentado, pode indicar anemia devido à deficiência de ácido fólico ou vitamina B12 e desordens congênitas.
Leucograma
Os leucócitos são as células brancas do nosso corpo responsáveis pela defesa do organismo. Quando essas estão em maior número, é chamado de leucocitose. Isso significa que seu corpo está se defendendo de algum estímulo ou que existe algum câncer. Se estiverem em menor quantidade, é chamado de leucopenia. Nesse caso, pode haver uma depressão da medula óssea e essas células podem não estar sendo produzidas. Isso pode ocorrer em casos de infecções virais ou reações tóxicas.
Quando os basófilos e eosinófilos estiverem aumentados podem indicar reações alérgicas ou parasitores. Quantidade de eosinófilos diminuído pode indicar deficiência imunológica.
Se os neutrófilos, linfócitos e monócitos estiverem aumentados podem indicar infecções bacterianas ou virais. Em valores diminuídos podem indicar deficiência imunológica.
Plaquetas
As plaquetas são as células responsáveis pela coagulação sanguínea. Elas circulam normalmente pelo nosso sangue e exercem essa função quando estimuladas, como por exemplo em cortes na pele e lesões nos vasos sanguíneos.
Quando elas estão muito abaixo do valor normal (trombocitopenia ou plaquetopenia), levam a uma maior propensão à hemorragia. Algumas doenças imunológicas, doenças genéticas e gestantes podem apresentar diminuição dessa célula. Se estão acima do valor normal (trombocitose ou plaquetose), pode levar a formação de trombos. Pessoas que retiraram o baço ou com anemia podem apresentar esse quadro.
Perfil lipídico
Colesterol é um tipo de gordura produzido pelo nosso organismo. Existem dois principais tipos, HDL e LDL, e dependem da alimentação, atividade física, genética e hábitos do indivíduo.
O HDL (“High-density lipoprotein” ou lipoproteína de alta densidade), o colesterol “bom” e o LDL (“Low-density lipoprotein” ou lipoproteína de baixa densidade), o “ruim” são lipoproteínas que tem a função de transportar o colesterol pelo sangue. O LDL distribui o colesterol no organismo, enquanto o HDL retira-o da circulação.
Triglicérides é uma forma de armazenamento de energia. Quando está acima do limite pode propiciar o aparecimento de doenças coronarianas.
Glicemia de Jejum
A glicose é um carboidrato importante no fornecimento de energia ao nosso corpo. Os hormônios como glucagon e insulina regulam a sua atividade, determinando se ela estará em maior concentração no sangue ou dentro das células, respectivamente.
Quando o valor de glicemia está aumentado, pode indicar diabetes mellitus, excesso de corticoides, infecções severas, disfunção hepática crônica, hipertiroidismo, pancreatite, desnutrição crônica, inatividade física prolongada, entre outras condições clínicas.
Os valores baixos de glicose podem indicar que o corpo está produzindo muita insulina, como em câncer do pâncreas, septicemia (infecção generalizada), abuso de álcool ou jejum.

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