Benefícios para quem possui Hortas Comunitárias

31 de julho de 2015
Utilidade Pública
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A Prefeitura de Curitiba vai entregar até julho do próximo ano 240 toneladas de insumos, entre adubo orgânico e calcário, para mais de 780 famílias que cultivam hortas comunitárias, do programa Lavoura, e para aproximadamente 100 instituições que participam do programa Nosso Quintal. A primeira etapa da entrega está ocorrendo com a distribuição de 90 toneladas de insumos para cerca de 600 famílias participantes do projeto de hortas comunitárias instaladas abaixo das linhas de transmissão da Eletrosul Centrais Elétricas, conforme convênio firmado entre a empresa e a Secretaria Municipal do Abastecimento.
As 17 hortas comunitárias desenvolvidas em parceria com a Eletrosul somam 19 hectares de cultivo em área urbana. As hortas estão localizadas no bairro Sítio Cercado, na Regional Bairro Novo; e nos bairros Tatuquara e Campo do Santana, na Regional Pinheirinho; e ainda nos bairros Vitória Régia I e II, na Regional CIC. A entrega prossegue nos próximos meses e deve atender as 180 famílias restantes que participam do programa Lavoura, mantido pela Prefeitura sob a responsabilidade da Unidade de Agricultura Urbana da Secretaria.
“As hortas servem como um meio de fortalecer a relação do homem da cidade com o alimento e o meio ambiente, que é um dos princípios da segurança alimentar. De todos os benefícios este é um dos mais significativos”, afirma o secretário municipal do Abastecimento, Marcelo Munaretto.
Lavoura
Além das hortas comunitárias abaixo dos linhões, o programa Lavoura é desenvolvido em vazios urbanos e em pequenas propriedades particulares remanescentes da agricultura familiar de Curitiba, onde a produção de olerícolas (hortas), frutas e pequenas lavouras anuais destinam-se principalmente ao autoconsumo. Neste último segmento se enquadram seis pequenos produtores familiares, em propriedades de aproximadamente quatro hectares cada, localizadas no bairro Caiuá e Colônia Augusta, na Regional CIC. Somadas todas as áreas, no total são cultivadas 21 hortas em 67 hectares, que beneficiam em torno de 2,8 mil pessoas entre as cerca de 780 famílias que participam do programa Lavoura.
“A agricultura urbana é também uma forma de proteção ao meio ambiente e de segurança, não só alimentar. As hortas ocupam áreas que poderiam ser alvo de invasão, violência e de outras ações”, explica o secretário Munaretto. O programa se multiplica ainda no projeto Nosso Quintal, no qual as hortas avançam para pequenos espaços, como quintais em residências, escolas e instituições assistenciais. Atualmente, mais de 100 instituições são atendidas pelo programa e beneficiam em torno de 11,2 mil pessoas envolvidas no cultivo das hortas de outros quatro hectares aproximadamente.
Assistência
O incentivo oferecido pela Prefeitura para a manutenção das hortas acontece em diversas etapas. As chuvas e as regas vão lavando o solo, por isso a entrega de insumos (calcário para correção do solo e adubo orgânico) acontecem ao longo do ano, de acordo com a necessidade específica de cada área cultivada. Da mesma forma, a cada período de um ou dois anos é necessário fazer a revitalização das hortas, como está ocorrendo neste ano. A primeira ação envolve o preparo do solo com trator para destorroar a terra e picar restos de antigas culturas.
Com a terra preparada, a Prefeitura inicia a entrega dos insumos. Em seguida, as áreas são remarcadas e entregues às famílias responsáveis pelas hortas. As famílias recebem as mudas e as sementes para o replantio. “Oferecemos assistência técnica permanente. As associações de moradores ficam responsáveis pela organização e cadastramento das famílias beneficiadas, que ficarão responsáveis pela manutenção das hortas; além do recebimento e controle dos insumos distribuídos”, explica o engenheiro agrônomo Rodolfo Queiroz, responsável pela Unidade de Agricultura Urbana.
Na última semana, os insumos foram entregues na horta comunitária do bairro Vitória Régia II, onde a diarista Maria Benedita Sobrinho e o cunhado Aguilar da Silva, engenheiro mecânico, aproveitavam a manhã de folga. “Minha alegria é plantar e comer. No domingo, a família inteira vem comigo e todos consomem o que plantamos. Estou aqui há nove anos, é uma terapia”, afirma a diarista, de 55 anos. Maria Benedita conta que a família é formada por cerca de 20 pessoas que moram próximas. “Não compramos verdura, só o que não tem aqui. Estou de férias desestressando”, resume o engenheiro, de 43 anos, que auxiliava Maria Benedita naquela manhã em que receberam diretamente o calcário.
Outra parte do produto foi entregue às lideranças locais, que irão redistribuir aos participantes da comunidade, e o restante foi descarregado na sede da Associação de Moradores da Comunidade Vitória Régia (Amovir). Na associação, a equipe municipal contou com o apoio do aposentado Pedro Valenta, de 63 anos, outro beneficiário e defensor do programa. “Só trabalho na horta, um pouco para passar o tempo e para ter o que comer também, é uma verdura natural sem veneno”, enfatiza o aposentado. “Todo dia vou um pouco na horta, só não vou se chove”, diz Valenta.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) define a agricultura urbana e periurbana como aquela que visa estimular a produção orgânica de alimentos nas grandes cidades, com o aproveitamento de áreas ociosas nas regiões metropolitanas. Nesse tipo de cultivo é promovido o plantio de hortaliças, ervas medicinais e aromáticas, plantas ornamentais, criação de pequenos animais e instalação de mini agroindústrias. Em Curitiba estimula-se principalmente o cultivo de hortaliças para o consumo familiar.
Fonte: Prefeitura de Curitiba

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